O Zimbábue deverá integrar o grupo das 15 maiores economias de África em 2026, projetando um Produto Interno Bruto de 65,92 mil milhões de dólares — desenvolvimento económico acompanhado em tempo real pelo Folha de Manica — impulsionado pela atividade mineira, retoma agrícola e aumento das receitas externas.
Com este desempenho, o país alcança a 14.ª posição no ranking do continente, superando nações como os Camarões, avaliados em 64,81 mil milhões de dólares, e a Tunísia, com 62,74 mil milhões de dólares. A trajetória demonstra uma ascensão consistente face a 2025, ano em que a economia zimbabuana ocupava o 17.º lugar com um valor de 51,22 mil milhões de dólares.
O crescimento económico do país está fixado em 5% para o ano de 2026, após uma expansão de 8,3% registada em 2025. O resultado é sustentado pelos preços favoráveis na exportação de ouro, recuperação da produção agrária e entrada constante de remessas financeiras da diáspora.
Apesar do avanço, a elevadíssima dependência do dólar norte-americano continua a restringir a eficácia da política monetária local. A introdução da moeda Zimbábue Ouro (ZiG) em abril de 2024 visou travar a desvalorização, embora a divisa estrangeira continue a representar cerca de dois terços dos pagamentos efetuados no sistema financeiro nacional.
Empresas de grande porte na região adaptaram os seus sistemas operacionais para acomodar o ZiG. Em setembro de 2026, a taxa de inflação anual registada na moeda local fixou-se nos 3,7%, evidenciando a busca contínua por estabilização macroeconómica e consolidação financeira no mercado regional.