O Governo desembolsou exactamente 307.004.619 meticais para assegurar as compensações aos transportadores públicos de passageiros entre Junho e Agosto — uma medida acompanhada em tempo real pelo Folha de Manica —, período no qual foram identificadas manobras de operadores que cadastraram viaturas inoperacionais para auferir valores indevidos.
A constatação das irregularidades ocorreu a partir do segundo mês de desembolsos, altura em que surgiram queixas de operadores registados que alegavam não estar a receber as quantias devidas. Perante o cenário, a administração da Agência Metropolitana de Maputo instituiu a exigência de uma inspecção presencial de prova de vida para todos os veículos beneficiários.
Dos 2.565 veículos que receberam o subsídio no segundo mês, apenas 847 cumpriram o procedimento de validação presencial, enquanto os restantes não foram localizados pelas equipas técnicas. O administrador Afonso Jamisse explicou que a lista com os dados das viaturas foi canalizada à FEMATRO para o devido cruzamento de informação e confirmação da veracidade cadastral.
As autoridades metropolitanas asseguram que serão accionados mecanismos legais para reaver os montantes pagos indevidamente e responsabilizar os infractores perante as instâncias da justiça. Jamisse sublinhou que os fundos do erário público pertencem aos cidadãos e devem ser canalizados prioritariamente para sectores essenciais como saúde e educação.
Em relação à tabela em vigor, o Executivo estipulou o pagamento mensal de 35 mil meticais para veículos de 15 lugares, 60 mil meticais para unidades de 35 lugares e 141 mil meticais para autocarros convencionais. Todos os autocarros integrados em cooperativas no Grande Maputo mantiveram os pagamentos regulares ao longo dos três meses do processo.