A activista moçambicana Benilde Nhalivilo participou, no dia 13 de Outubro de 2026, no lançamento oficial do livro “Direitos Negados: Narrativas de Meninas e Mulheres”, numa cerimónia realizada no Instituto Camões, em Lisboa.
📲 Receba as notícias mais importantes no seu telemóvel antes de todo o mundo.
Conteúdo Relacionado:
👉 Clique aqui para aderir ao Canal Oficial da Folha de Manica no WhatsApp
A publicação reúne testemunhos de diversas personalidades internacionais, contando com a co-autoria de Alice Frade, Marisa Oliveira, Adama Baldé, Fatumata Djau Baldé, Fatema Beauty, José Roberto Luna, Otávia Loureço e Mariana Braga. O projecto resulta da iniciativa MEMES, dinamizada pelas organizações Feministas em Movimento e P&D Factor, com apoio institucional e colaboração do UNFPA e de associações de Moçambique e Guiné-Bissau.
Durante a apresentação, a representante da associação Gender Plus e presidente do Conselho de Direção da Aliança Pan-Africana contra as uniões prematuras homenageou as vítimas desta problemática à escala global. Benilde Nhalivilo sublinhou a urgência de travar os casamentos na infância e apresentou dados alarmantes sobre o cenário actual no continente.
Segundo a activista, uma em cada três uniões prematuras no mundo regista-se em África, onde cerca de 130 milhões de mulheres e raparigas casaram durante a infância. Caso as tendências actuais se mantenham, o continente africano poderá concentrar quase metade das crianças casadas do planeta até ao ano de 2050.
A antiga Diretora Executiva do Fórum da Sociedade Civil para os direitos da criança (ROSC) defendeu uma transformação social profunda para erradicar a prática. Nhalivilo manifestou a esperança de que as próximas edições da obra abordem o problema das uniões prematuras como uma realidade inteiramente ultrapassada.