A Primeira-Dama da República, Gueta Chapo, manifestou entusiasmo com as experiências e condições de atendimento observadas durante a sua visita ao Centro Nacional de Referência de Drepanocitose, em Brazzaville, República do Congo, na terça-feira. A intenção é criar condições para que Moçambique possa, futuramente, dispor de equipamentos e uma unidade especializada para o tratamento de pacientes no país.
A deslocação, que ocorreu no âmbito da visita oficial do Presidente da República, Daniel Chapo, ao Congo, permitiu à Primeira-Dama conhecer o funcionamento da instituição, os serviços prestados e as condições disponíveis para o diagnóstico e tratamento de doenças, com particular atenção para as patologias do sangue.
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Gueta Chapo interagiu com pacientes de diversas idades, incluindo crianças, mulheres e idosos, e visitou as enfermarias, constatando as condições de atendimento e acompanhamento. A experiência revelou a utilização de equipamentos modernos e a rapidez na obtenção de resultados de exames, um aspeto que considerou de grande valor.
“A saúde é, neste momento, uma área muito importante, porque podemos ter dinheiro, podemos ter carros e outras coisas, mas, se não tivermos saúde, nada disso tem valor”, afirmou a Primeira-Dama, sublinhando a importância de investir na melhoria da assistência médica e na resposta às necessidades dos pacientes. Uma das experiências que mereceu particular atenção foi a capacidade de realizar exames e obter resultados em cerca de 30 minutos, o que permite uma resposta mais rápida e pode servir de referência para Moçambique.
No domínio do tratamento do cancro, o Gabinete da Primeira-Dama tem trabalhado em coordenação com o Ministério da Saúde e parceiros para apoiar pacientes de diferentes faixas etárias. “Já enviamos vários pacientes, entre crianças, mulheres, jovens e adultos, para tratamento”, explicou Gueta Chapo, indicando que alguns são encaminhados das províncias para o Hospital Central de Maputo e, em situações específicas, para tratamento fora do país.
Neste contexto, a Primeira-Dama apontou a necessidade de Moçambique avançar progressivamente para o estabelecimento de capacidade especializada no território nacional, de modo a reduzir a dependência de unidades sanitárias estrangeiras e os custos associados. O objetivo é, um dia, ter um hospital ou instituto especializado capaz de tratar os doentes em Moçambique.
A visita também promoveu a partilha de experiências sobre a prevenção, diagnóstico, tratamento e acompanhamento da drepanocitose, uma doença genética que afeta particularmente crianças e jovens, bem como outras respostas destinadas a pessoas com doenças crónicas e em situação de vulnerabilidade.
As experiências observadas na República do Congo podem contribuir para a reflexão sobre o reforço da capacidade de resposta do setor da saúde em Moçambique, através da cooperação, partilha de conhecimentos e mobilização de parceiros, alinhando-se às ações da Primeira-Dama para a promoção do bem-estar das populações, com foco em crianças, mulheres, idosos e outras pessoas vulneráveis.


