O Banco de Moçambique (BdM) prevê que o crescimento económico do país acelere para 5,9% em 2027, ultrapassando a projecção de 4,4% para 2026. Segundo o Relatório de Conjuntura Económica e Perspectivas de Inflação de Setembro, a inflação deverá atingir 8,52% no final do corrente ano, impulsionada pela subida dos preços internacionais e factores externos.
No segundo trimestre de 2026, o Produto Interno Bruto (PIB) registou uma expansão de 4,7% em termos homólogos, impulsionado sobretudo pela agricultura, indústria extractiva, transportes e comércio. A recuperação é sustentada pelo dinamismo dos sectores primário e terciário, além do avanço da actividade associada aos grandes projectos de gás natural.
Conteúdo Relacionado:
Paralelamente, Moçambique reduziu em 31,8 milhões de euros a sua dívida com Portugal, China e Japão durante o segundo trimestre de 2026. A dívida acumulada com estes três países passou de 1,8 mil milhões de euros em Março para 1,76 mil milhões em Junho. O saldo total da dívida externa diminuiu de 7,63 mil milhões para 7,57 mil milhões de euros, embora a dívida pública e garantida global tenha subido para 15,2 mil milhões de euros, correspondendo a 75,9% do PIB.
No âmbito da consolidação das contas públicas, o Executivo aprovou a Estratégia de Gestão das Finanças Públicas 2026-2035, visando elevar a receita fiscal de 17% para 26,2% do PIB até 2035. Esta reforma fiscal contempla a modernização dos regulamentos do IRPC, IVA, IRPS e a introdução de um novo regulamento do Imposto Simplificado para Pequenos Contribuintes (ISPC).
Por outro lado, a Associação Moçambicana dos Bancos (AMB) esclareceu que o bloqueio de contas e retenção de saldos por parte das instituições financeiras constitui uma medida preventiva contra fraudes e branqueamento de capitais. A associação sublinhou que cabe às autoridades judiciais e ao Gabinete de Informação Financeira de Moçambique determinar a duração e o seguimento legal dessas acções.