O crescimento do sector universitário privado em Moçambique tem impulsionado a análise sobre a sustentabilidade financeira e o modelo de negócio das instituições no país. Com 26 anos de actuação focada em áreas como engenharia e gestão, o Instituto Superior de Transportes e Comunicações destaca que a manutenção destas infra-estruturas exige capacidade contínua de investimento e atracção de alunos.
A operação destas instituições envolve custos anuais significativos que rondam dezenas a centenas de milhões de meticais, alocados à manutenção de laboratórios, tecnologias de ensino e processos de acreditação junto do Conselho Nacional de Avaliação de Qualidade do Ensino Superior. Siga nos no WHATSAPP.
Segundo a direcção-geral do ISUTC, chefiada por José Leopoldo Nhampossa, a expansão verificada nos últimos cinco anos decorre da elevada procura por vagas no ensino superior e das exigências do mercado de trabalho em áreas chave como transportes, logística, infra-estruturas e construção.
Para garantir a viabilidade financeira de um curso, aponta-se a necessidade de registar uma média anual de 30 a 40 novos ingressos, permitindo alcançar uma escala sustentável de 120 a 200 estudantes activos por ciclo. Cursos com número inferior operam sob subsídio cruzado de outras áreas académicas.
A estratégia do sector assenta também na rentabilização de recursos docentes, no apoio contínuo para evitar o abandono escolar e na diferenciação pela qualidade e forte ligação ao sector produtivo público e privado.