O Governo de Moçambique prevê recrutar 5.541 novos funcionários públicos e agentes do Estado durante o ano de 2027, o que representa um crescimento de 39,9% face às admissões projectadas para 2026. A medida, enquadrada na proposta do Plano Económico e Social e Orçamento do Estado (PESOE), terá um impacto orçamental estimado em 19,6 milhões de euros para garantir a prestação de serviços essenciais à população.
A maior fatia das novas vagas será destinada ao sector da educação, seguido pela administração da justiça, saúde e agricultura, áreas consideradas prioritárias para o desenvolvimento social e económico do país. Para acompanhar todas as dinâmicas de emprego e actualizações orçamentais em tempo real, siga-nos no WHATSAPP.
No detalhe das admissões, o sector da educação lidera com 2.978 novas vagas, correspondendo a 53,7% do total previsto, concentrando-se maioritariamente na integração de professores do ensino geral com um custo de 12,6 milhões de euros. O órgão de administração da justiça acolherá 1.364 profissionais, valor que mais do que duplica os 745 ingressos calculados para o ano anterior, totalizando um investimento orçamental de 3,4 milhões de euros.
Na área da saúde, a proposta prevê a incorporação de 598 quadros com um encargo orçamental de 2,3 milhões de euros, enquanto o sector da agricultura absorverá 558 novos agentes, avaliados em 1,2 milhão de euros. O Plano Económico e Social fundamenta a política de recrutamento com a necessidade de assegurar o funcionamento contínuo dos serviços básicos, mantendo simultaneamente a sustentabilidade dos gastos com o pessoal.
Para optimizar os ingressos, o documento estabelece a implementação de um modelo centralizado de recrutamento de agentes do Estado, visando maior transparência e eficiência nos concursos públicos. Adicionalmente, nos sectores não prioritários, manter-se-á em vigor a restrição de apenas uma contratação por cada três saídas definitivas de quadros.
As despesas globais com pessoal em 2027 deverão atingir cerca de 3,1 mil milhões de euros, representando 12,2% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional, o que reflecte uma redução de 0,9 pontos percentuais face a 2026. Do montante total previsto, aproximadamente 3 mil milhões de euros serão aplicados no pagamento de salários e remunerações do aparelho estatal.