Moçambique e o Malawi estão a consolidar estratégias bilaterais para reforçar a coordenação no domínio da defesa e segurança, visando conter ameaças transfronteiriças e garantir a estabilidade das populações ao longo da fronteira comum. O plano de acção foi debatido durante a XVII Sessão da Comissão Conjunta Permanente de Defesa e Segurança (CCPDS), que teve lugar na cidade de Blantyre, no Malawi.
O encontro reuniu delegações de ambos os países para avaliar o cumprimento das metas anteriores e definir novas intervenções operacionais conjuntas contra o crime organizado, o tráfico de pessoas e drogas, a imigração ilegal e o contrabando. Siga-nos no WHATSAPP.
Na abertura dos trabalhos, o Secretário Permanente do Ministério da Defesa Nacional de Moçambique, Casimiro Mueio, enfatizou a urgência de acelerar a implementação das decisões acordadas na sessão anterior em Maputo. O dirigente ressaltou os avanços na oferta mútua de vagas de formação militar entre as Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) e a Força de Defesa do Malawi, sublinhando a relevância do controlo migratório e da cooperação no resgate de menores desaparecidos.
Por sua parte, o Secretário Principal de Defesa do Malawi, Gift C. Dulla, defendeu uma resposta unificada contra crimes emergentes, como o terrorismo, o garimpo ilegal e o comércio clandestino de fauna silvestre. O responsável apontou que o diálogo contínuo entre os comités de Defesa, Segurança Pública e Segurança do Estado é crucial para assegurar a paz regional.
Com uma fronteira partilhada de sensivelmente 1.569 quilómetros, composta por ligações terrestres, fluviais e lacustres, a relação entre os dois países vizinhos exige a manutenção de mecanismos permanentes de patrulhamento e vigilância, conciliando a protecção territorial com a facilitação do comércio legal no âmbito da segurança transfronteiriça.