O presidente do Conselho Municipal de Nampula, Luís Giquira, justificou o incumprimento de diversas promessas eleitorais com a limitação de recursos financeiros e os impactos provocados pelas manifestações pós-eleitorais na urbe. As declarações foram proferidas na passada sexta-feira, 30 de Outubro, durante uma visita de trabalho ao posto administrativo de Natikiri.
Durante a auscultação comunitária, o autarca reconheceu a persistência de graves deficiências no abastecimento de água potável em vários bairros, assegurando que o município não possui capacidade financeira para responder de imediato a todas as solicitações. Siga nos no WHATSAPP.
O edil explicou que as interrupções de trabalho decorrentes dos episódios de instabilidade pós-eleitoral comprometeram quase um ano do tempo de governação, reduzindo o período efectivo de prestação de serviços à cidade de Nampula.
Durante o encontro, os residentes apresentaram uma lista de preocupações e exigiram o reforço urgente da segurança pública, a expansão da rede eléctrica, a colocação de iluminação nas vias de acesso às escolas e o combate à criminalidade.
Entre as reivindicações locais sobressaiu o pedido formulado por Dalila Salimo, representante comunitária, para a construção de um centro de saúde em Terrene A, área com mais de 62 mil habitantes, além da erguer de uma ponte sobre o rio Nicutha e a reabilitação da respectiva via de acesso.
Os munícipes manifestaram igualmente apreensão quanto ao encurtamento de rotas praticado nos transportes públicos e alertaram para os riscos enfrentados pelos estudantes durante a travessia de rios na época chuvosa.