A Conferência sobre Adição de Valor aos Recursos Minerais e Energéticos Disponíveis (CAVAME-D) teve o seu início em Nacala com uma avaliação altamente positiva dos participantes — uma iniciativa acompanhada em tempo real pelo Folha de Manica —, abordando estratégias cruciais para a industrialização e dinamização do sector no país.
Durante os debates, o director executivo da ExportaMoz, Miguel Joia Santos, sublinhou que a reunião impulsionará as exportações e os projectos do ecossistema nacional. O gestor destacou a preparação do programa Moçambique Exportadores para os anos de 2027 a 2029, que visa premiar as cem melhores empresas do sector, incluindo a área de gemas e recursos minerais.
Por sua vez, o vice-presidente da WHV, Mouhadji Lam, classificou o evento como uma oportunidade ímpar para aproximar o empresariado moçambicano do mercado internacional. Segundo a fonte, é essencial desmistificar a ideia de que a exploração mineira pertence apenas a investidores estrangeiros, incentivando o surgimento de parcerias locais estratégicas.
A visão de focar o investimento na industrialização nas próprias zonas de extracção também ganhou forte consenso entre os presentes. Defendeu-se que a criação de infra-estruturas de transformação no local de exploração trará impacto directo e significativo na economia da população e na sustentabilidade do país.
A programação prossegue com a abertura oficial assegurada pelo Presidente da República, Daniel Francisco Chapo. A agenda do fórum inclui debates sobre a transformação de recursos em desenvolvimento tangível, assinatura de acordos e apresentação de casos de sucesso no ecossistema extractivo nacional e internacional.