O Serviço Nacional de Migração (SENAMI) prevê emitir mais de 300 mil passaportes em todo o território nacional até ao final do ano de 2026, com o objetivo de aproximar os serviços dos cidadãos e simplificar a obtenção de documentos de viagem. A informação foi confirmada pelo diretor-geral da instituição, Zainadine Danane, durante o XVI Conselho do SENAMI na cidade da Beira, província de Sofala. Para acompanhar estas e outras atualizações em tempo real, Siga nos no WHATSAPP.
De acordo com os dados apresentados, a instituição regista atualmente um nível de execução superior ao planificado. Este resultado é atribuído ao reforço das operações de campo através de brigadas móveis, que levam os serviços de emissão documental às zonas mais recônditas do país, garantindo maior cobertura da gestão migratória.
A aceleração da transformação digital e a modernização do parque tecnológico foram apontadas como prioridades urgentes. O plano visa garantir rapidez e eficácia no processamento de dados sem descurar os elevados padrões de segurança exigidos na emissão de documentos oficiais de viagem.
No que concerne à presença de cidadãos estrangeiros em situação irregular, esclareceu-se que os casos de repatriamento nem sempre derivam de falhas no controlo fronteiriço. Muitos cidadãos entram de forma legal no país, contudo ultrapassam o período autorizado de permanência, enquanto outros recorrem a travessias não autorizadas.
Para combater a imigração clandestina e crimes transnacionais como o tráfico de drogas, exploração de seres humanos e branqueamento de capitais, defendeu-se o reforço do trabalho conjunto entre a Polícia da República de Moçambique, o Serviço Nacional de Investigação Criminal, as Alfândegas e o Instituto Nacional de Apoio aos Refugiados. Esta articulação interinstitucional pretende salvaguardar a segurança interna e dinamizar o desenvolvimento económico nacional.