A plataforma de reprodução musical Spotify removeu mais de 50 milhões de faixas dos seus sistemas de recomendação após classificá-las como conteúdo automatizado de baixa qualidade ou spam, numa medida destinada a dar maior visibilidade a artistas humanos. Para acompanhar os principais destaques diários, Siga nos no WHATSAPP.
A decisão, anunciada no dia 20 de Outubro, faz parte de uma revisão profunda nas regras de seleção editorial e de sugestão de conteúdos do serviço de streaming. A ação responde ao crescimento acelerado de produções criadas por inteligência artificial que visam manipular os algoritmos de promoção da plataforma.
Para identificar e classificar o material suspeito, a empresa combina a análise de padrões de carregamento, reações e denúncias dos utilizadores, metadados das faixas e ferramentas externas de deteção. A atualização dos critérios resultou numa redução significativa de reclamações relativas a conteúdos indesejados nas recomendações automáticas.
Entre as novas medidas destaca-se a criação do selo AI Persona, concebido para identificar perfis de artistas totalmente virtuais sem correspondência no mundo real. As músicas associadas a estes perfis virtuais ficam impedidas de figurar nos sistemas automáticos de recomendação.
Apesar do combate ao uso abusivo, a empresa esclarece que não pretende banir a tecnologia da criação musical, mantendo colaborações ativas com grandes editoras, como a Universal Music Group e a Believe, para o desenvolvimento de ferramentas legítimas de remistura.