A empresa farmacêutica norte-americana Regeneron prolongou o seu contrato com a autoridade de saúde dos Estados Unidos para o fornecimento contínuo do tratamento contra o vírus Ébola até ao ano de 2031. O acordo, avaliado em cerca de 270 milhões de dólares, visa reforçar a resposta sanitária num momento em que um novo surto da doença se alastra pelo continente africano.
A extensão do contrato expande o compromisso firmado em 2020 para a entrega de doses do medicamento Inmazeb, desenvolvido para combater infecções causadas pelo vírus Zaire ebolavirus. O alastramento do surto epidémico em vários países exige mecanismos preventivos céleres e uma resposta terapêutica eficaz. Siga nos no WHATSAPP.
Apesar de o Inmazeb estar aprovado pelas autoridades reguladoras, a actual vaga de contágio no continente é provocada pela variante Bundibugyo, para a qual ainda não existe vacina licenciada ou tratamento antiviral específico aprovado. Para enfrentar este grave desafio de saúde pública, a multinacional está a realizar testes à sua terapia experimental designada maftivimab.
Identificado inicialmente em Maio na República Democrática do Congo, este surto de Ébola já se expandiu por quatro nações das regiões Oriental, Central e Ocidental de África, registando a maior dispersão geográfica alguma vez documentada. Na República Democrática do Congo, a epidemia contabiliza cerca de dez mil infectados e mais de 4.800 vítimas mortais, provocando sintomas severos como febre, vómitos, diarreia e hemorragias graves.