O director executivo do Banco Mundial, Harold Tavares, defendeu na Ilha do Sal, em Cabo Verde, que a criação de emprego deve passar a ser o critério primordial para avaliar o sucesso das políticas económicas e dos investimentos no continente africano. A posição foi apresentada na abertura do 2.º Fórum de Investimento da África Lusófona, evento centrado em reforçar as ligações comerciais do bloco.
A urgência no combate ao desemprego juvenil justifica-se pela entrada anual de até 12 milhões de jovens no mercado de trabalho africano, exigindo investimentos orientados para resultados sustentáveis. Para países como Moçambique e Angola, o desafio passa prioritariamente pela diversificação económica, enquanto outras nações devem focar no turismo e recursos marítimos. Siga nos no WHATSAPP.
Durante as sessões do fórum, foi igualmente proposta a criação de um corredor portuário transcontinental ligando o Atlântico à costa do Oceano Índico em território nacional, integrando os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP). Esta infra-estrutura visa impulsionar um mercado unificado de cerca de 80 milhões de pessoas, com um Produto Interno Bruto combinado de 132 mil milhões de dólares.
O evento, organizado pela Corporação Financeira Internacional, reuniu líderes políticos e representantes do sector privado para discutir garantias de investimento e reformas de governação que reduzam o risco financeiro na região. A instituição destacou a mobilização recente de cerca de 1,2 mil milhões de dólares aplicados em dez projectos estruturantes na lusofonia africana.