A província da Zambézia regista uma escalada preocupante de lepra, com pelo menos 11 distritos afectados pela doença durante o primeiro semestre deste ano, impulsionada pela fraca capacidade de resposta sanitária e escasso apoio institucional nas zonas rurais.
Entre os pontos mais críticos, apenas os distritos de Alto-Molócuè e Namarrói contam com assistência especializada de parceiros do sector da saúde, deixando a maioria das comunidades desprovidas de acompanhamento adequado contra este surto epidémico. Siga-nos no WHATSAPP.
Dados oficiais sobre a situação epidemiológica revelam que foram diagnosticados 787 novos casos da enfermidade no primeiro semestre, o que representa um aumento substancial em comparação com os 500 registados no ano de 2022. As autoridades de saúde pública apontam a localização remota dos doentes e a escassez de intervenções externas como os principais entraves na contenção da infecção.
Além das barreiras geográficas e logísticas, o combate à infecção é severamente prejudicado pela discriminação social, desinformação e estigma. Estas barreiras socioculturais levam a que as pessoas afectadas adiem a procura de tratamento nas unidades sanitárias, resultando no agravamento dos quadros clínicos e na marginalização dos cidadãos em actividades comunitárias e religiosas.