O risco cambial surge da oscilação contínua nas taxas de câmbio entre diferentes moedas, afectando directamente a rendibilidade dos investidores e a estabilidade das empresas em Moçambique com exposição a activos estrangeiros.
As variações determinam se os ganhos obtidos em aplicações internacionais se convertem em lucros reais ou perdas ao serem calculados em meticais. Este efeito é decisivo para quem possui património cotado em divisas como o dólar, o rand ou o euro. Siga nos no WHATSAPP.
Factores macroeconómicos como decisões dos bancos centrais sobre taxas de juro, os índices de inflação, o fluxo de comércio externo e o crescimento económico influenciam a cotação da moeda nacional frente ao mercado global.
No contexto moçambicano, os agentes económicos expostos à importação, exportação ou ao financiamento externo sentem com rigor as oscilações das matérias-primas e a percepção de risco dos mercados internacionais.
Num cenário prático, a aplicação do equivalente a um milhão de meticais em acções no estrangeiro que valorizem 10% num ano pode não significar um ganho real dessa proporção. Se a divisa estrangeira desvalorizar perante a moeda nacional no mesmo período, o rendimento dos investimentos será parcialmente reduzido.
Por outro lado, caso ocorra a valorização da moeda estrangeira, o investidor beneficia tanto do desempenho do activo quanto do ganho cambial, sendo indispensável avaliar qualquer aplicação na moeda em que se mede o património local.