Os governos de Moçambique e do Vietname manifestaram a intenção de aprofundar a cooperação bilateral no sector da castanha de caju, visando intensificar a transferência de conhecimentos técnicos, a atracção de investimentos e a expansão da capacidade de processamento local, durante um encontro oficial realizado na passada sexta-feira, 23 de Outubro, em Maputo.
A reunião juntou a embaixadora do Vietname em Moçambique, Tran Thi Thu Thin, e o recém-empossado director do Instituto do Caju de Moçambique, Jorge Vidigal Fole. O momento serviu para definir metas estratégicas para o desenvolvimento industrial do sector e fortalecer as relações comerciais. Siga-nos no WHATSAPP.
Durante o diálogo, foram destacados os dados do sector relativos a 2025, ano em que o país produziu cerca de 200 mil toneladas de caju, das quais aproximadamente 40 mil toneladas foram processadas internamente. As exportações da amêndoa renderedam cerca de 121,6 milhões de dólares norte-americanos, um valor que quase triplicou em relação aos rendimentos obtidos em 2024.
O programa de desenvolvimento da cadeia de valor da castanha de caju para o período entre 2025 e 2034 estabelece como meta atingir o processamento de cerca de 482 mil toneladas. Com o apoio da experiência vietnamita, pretende-se fazer a transição gradual do comércio de matéria-prima bruta para produtos de maior valor acrescentado.
Além da amêndoa de caju, foi também defendida a expansão da parceria para as culturas do café e da macadâmia, abrangendo o intercâmbio de técnicas de cultivo e o reforço das ligações entre o sector público e privado, em coordenação com a Associação do Caju do Vietname (VINACAS).