A cotação do ouro registou uma queda temporária para valores abaixo da fasquia dos 4.000 dólares por onça no início das negociações nos mercados internacionais, atingindo o nível mais baixo dos últimos três meses. O recuo foi impulsionado pelo aumento constante dos preços do petróleo e pelos crescentes receios dos investidores quanto a potenciais pressões inflacionistas no comércio global.
A recuperação gradual registada a meio da manhã permitiu limitar as perdas para 0,26%, situando a cotação do ouro nos 4.014,60 dólares por onça, após ter chegado a cair quase 1% para patamares inferiores a 3.990 dólares. A tendência reflete o fraco desempenho de ativos sem rendimentos num cenário de políticas monetárias restritivas. Siga nos no WHATSAPP.
Especialistas do sector financeiro mantêm uma postura de cautela a curto prazo, apontando que a recente liquidação no mercado indica que a redução de risco global e as preocupações com a inflação persistente estão a sobrepor-se ao alívio proporcionado pelo abrandamento no rendimento das obrigações.
A volatilidade no sector da inteligência artificial levou investidores a procurarem refúgio nos títulos de dívida soberana. Contudo, a subida contínua dos custos de energia continua a desencorajar a procura acrescida por metais preciosos nas bolsas internacionais.
Nos mercados financeiros, perspetiva-se a manutenção das taxas na próxima reunião da Reserva Federal norte-americana, antecipando-se contudo um agravamento de 25 pontos base em Dezembro, em sintonia com a orientação de um banco central europeu focado na contenção inflacionista.