Os preços internacionais do petróleo registaram uma desaceleração superior a 1% esta segunda-feira, após atingirem os valores mais altos dos últimos seis meses, num contexto marcado pelas contínuas tensões geopolíticas no Médio Oriente e pela expectativa em torno das próximas decisões estratégicas dos Estados Unidos da América.
Na abertura dos mercados energéticos, o crude de referência Brent fixou-se nos 115,46 dólares por barril, ao passo que o West Texas Intermediate recuou para os 101,53 dólares. Em sentido oposto, as cotações do gás natural europeu registaram uma subida significativa de 3,35%, aproximando-se da fasquia dos 97 euros por megawatt-hora. Siga nos no WHATSAPP.
A instabilidade nos mercados financeiros e de matérias-primas intensificou-se após declarações oficiais da presidência norte-americana sobre o impasse diplomático com o Irão, onde foram sinalizadas decisões iminentes relativas ao conflito na região. Por seu lado, os representantes diplomáticos iranianos afirmaram que a manutenção da paz dependerá de acções racionais por parte da administração em Washington.
O clima de incerteza na economia global permanece alimentado pelos recentes incidentes de segurança na Península Arábica e pelo receio de eventual escassez nas reservas petrolíferas mundiais. Analistas do sector alertam que, caso o conflito sofra uma escalada adicional, o barril de crude poderá atingir a fasquia dos 150 dólares, forçando uma redução acentuada da procura a nível internacional.