O director-executivo do Banco Mundial, Harold Tavares, defendeu esta segunda-feira, na ilha do Sal, em Cabo Verde, que a criação de emprego deve constituir o principal critério para medir o sucesso das políticas económicas e dos investimentos no continente africano, durante a abertura da 2.ª edição do Fórum de Investimento da África Lusófona.
A iniciativa reúne quadros e investidores internacionais para potenciar parcerias privadas e promover projectos em sectores estratégicos do continente. Para acompanhar em primeira mão todas as informações sobre desenvolvimento e mercados, siga o nosso canal no WHATSAPP.
Segundo os dados apresentados durante a reunião, cerca de 12 milhões de jovens entram anualmente no mercado de trabalho africano. Harold Tavares sublinhou que o capital humano representa o recurso mais valioso do continente, superior às riquezas do subsolo ou à localização geográfica, exigindo prioridade na geração de postos de trabalho suficientes e sustentáveis.
Relativamente às necessidades específicas de cada país, destacou-se que nações como Moçambique e Angola precisam de acelerar a diversificação das suas economias, enquanto Cabo Verde e São Tomé e Príncipe devem expandir o valor acrescentado do turismo e dos recursos marítimos, cabendo à Guiné-Bissau focar no potencial do sector agrícola.
Para fortalecer a integração regional, foi igualmente proposta a criação de um corredor atlântico de portos articulado com a costa do Oceano Índico em Moçambique. A medida visa consolidar um mercado integrado para os países lusófonos, cobrindo cerca de 80 milhões de habitantes e um produto interno bruto combinado de 132 mil milhões de dólares.