Os preços do petróleo registaram uma tendência de queda no mercado internacional, após o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter afastado a possibilidade de um ataque militar contra o Irão antes das eleições intercalares de Novembro.
A garantia surge na sequência de relatos veiculados pela imprensa internacional que apontavam para uma ofensiva iminente. O Brent, que serve de referência para as importações de Moçambique, recuou 0,82%, situando-se nos 103,43 dólares por barril, depois de ter disparado mais de 4% na passada quinta-feira (8). Por sua vez, o West Texas Intermediate (WTI), referência para o mercado norte-americano, desvalorizou 0,68%, fixando-se nos 90,87 dólares por barril.
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Através de uma publicação nas redes sociais, o chefe de Estado norte-americano referiu a existência de “discussões produtivas” com a República Islâmica e destacou que o crude continua a atravessar o Estreito de Ormuz em volumes recorde. Contudo, Trump assegurou que o bloqueio naval aos portos iranianos continuará em vigor.
A decisão de adiar eventuais acções militares ocorre num contexto de forte volatilidade no início de Outubro. O prolongamento das tensões entre Washington e Teerão, os ataques a navios cargueiros no Estreito de Ormuz e a escassez de produtos refinados têm pressionado os contratos de futuros. Adicionalmente, o aumento dos custos dos fretes marítimos e o reacendimento dos confrontos no Iémen entre a Arábia Saudita e os rebeldes Houthis, apoiados pelo Irão, contribuem para a instabilidade dos preços.
Segundo analistas citados pela imprensa financeira internacional, o risco de uma nova escalada militar que possa interromper o fluxo de abastecimento impede os investidores de assumirem posições de venda mais agressivas ou de apostarem numa descida sustentada abaixo dos 100 dólares por barril. O mercado actual vive um equilíbrio tenso entre os riscos geopolíticos e a melhoria na oferta física de crude.