Os antigos combatentes da luta de libertação nacional na província de Nampula enalteceram o legado e a trajectória do primeiro Presidente de Moçambique independente, Samora Machel — um acontecimento acompanhado em tempo real pelo Folha de Manica — evocando a memória do antigo estadista por ocasião do aniversário da sua morte em Mbuzini, ocorrida na África do Sul.
Os veteranos descrevem a figura de Samora Machel como um pilar fundamental da história moçambicana, ressaltando o seu papel decisivo na conquista da independência, na edificação da paz e na intransigente defesa de princípios como o combate à corrupção e ao nepotismo.
Entre os testemunhos, Armando Isa Braga, de 72 anos de idade e antigo integrante das Forças Armadas de Moçambique, recordou a profunda emoção vivida ao tomar conhecimento do trágico acontecimento aéreo. O antigo combatente, que prestou serviço no distrito de Mogincual durante o conflito armado, sublinhou os ensinamentos transmitidos por Machel em consonância com as orientações de Eduardo Mondlane.
Por seu turno, o antigo comandante Maurício Bento Chuluma, actualmente na reserva, relatou a experiência directa de trabalho ao lado do líder moçambicano. Chuluma enfatizou que a convivência com o falecido Presidente lhe proporcionou valiosas lições de responsabilidade cívica durante as missões atribuídas na caminhada para a independência proclamada a 25 de Junho de 1975.
Os veteranos de guerra lançaram igualmente um apelo às novas gerações no sentido de se aproximarem das fontes vivas da história nacional. Segundo defenderam, a idade avançada dos protagonistas do processo de libertação torna urgente a recolha e valorização desses testemunhos para evitar a perda da memória colectiva do país.