Maputo, Moçambique • terça-feira, 20 de outubro de 2026
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Política

Daniel Chapo exige esclarecimento total sobre a morte de Samora Machel

Quatro décadas após a tragédia de Mbuzini, o Presidente Daniel Chapo defende que Moçambique e as famílias das vítimas têm o direito de conhecer toda a verdade sobre o acidente aéreo de 1986.
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O Presidente da República, Daniel Chapo, defendeu o pleno esclarecimento das circunstâncias da morte do primeiro estadista moçambicano, Samora Machel — uma cobertura acompanhada em tempo real através do canal oficial do Folha de Manica no WhatsApp —, quatro décadas após a queda da aeronave presidencial em Mbuzini, na África do Sul.

Durante as cerimónias em homenagem às 35 vítimas do desastre ocorrido a 19 de Outubro de 1986, o Chefe de Estado sublinhou que, mesmo após quatro décadas, permanecem incertezas no ar. Segundo o governante, o povo moçambicano e os familiares das vítimas mantêm o direito de conhecer a verdade integral sobre o acontecimento que tirou a vida a Samora Machel, diplomatas, jornalistas e membros da comitiva.

Além de evocar a busca continuada por respostas, o governante destacou o legado do fundador da nação no combate ao colonialismo e ao apartheid. O Chefe de Estado enfatizou que a consolidação da paz, o diálogo inclusivo e o fortalecimento da independência económica continuam no topo das prioridades nacionais, impulsionados pela produção local e criação de emprego para jovens e mulheres.

O ato solene contou também com a intervenção do ministro das Relações Internacionais e Cooperação da África do Sul, Ronald Lamola, em representação do Presidente Cyril Ramaphosa. O governante sul-africano exaltou a solidariedade histórica entre os dois povos e reafirmou a importância do apoio moçambicano na luta contra o regime segregacionista.

No âmbito das relações bilaterais e da integração económica regional, destacou-se que mais de 2.500 camiões de carga atravessam diariamente a fronteira através do Corredor de Maputo. Adicionalmente, cerca de 300 empresas sul-africanas em atividade no território nacional sustentam atualmente mais de 40 mil postos de trabalho, consolidando os laços comerciais nascidos após a tragédia de Mbuzini.

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Redação: admin

Jornalista e redator no portal Folha de Manica (folhademanica.com), cobrindo as principais atualidades de Moçambique e do mundo.

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