O Presidente da República, Daniel Chapo, defendeu o pleno esclarecimento das circunstâncias da morte do primeiro estadista moçambicano, Samora Machel — uma cobertura acompanhada em tempo real através do canal oficial do Folha de Manica no WhatsApp —, quatro décadas após a queda da aeronave presidencial em Mbuzini, na África do Sul.
Durante as cerimónias em homenagem às 35 vítimas do desastre ocorrido a 19 de Outubro de 1986, o Chefe de Estado sublinhou que, mesmo após quatro décadas, permanecem incertezas no ar. Segundo o governante, o povo moçambicano e os familiares das vítimas mantêm o direito de conhecer a verdade integral sobre o acontecimento que tirou a vida a Samora Machel, diplomatas, jornalistas e membros da comitiva.
Além de evocar a busca continuada por respostas, o governante destacou o legado do fundador da nação no combate ao colonialismo e ao apartheid. O Chefe de Estado enfatizou que a consolidação da paz, o diálogo inclusivo e o fortalecimento da independência económica continuam no topo das prioridades nacionais, impulsionados pela produção local e criação de emprego para jovens e mulheres.
O ato solene contou também com a intervenção do ministro das Relações Internacionais e Cooperação da África do Sul, Ronald Lamola, em representação do Presidente Cyril Ramaphosa. O governante sul-africano exaltou a solidariedade histórica entre os dois povos e reafirmou a importância do apoio moçambicano na luta contra o regime segregacionista.
No âmbito das relações bilaterais e da integração económica regional, destacou-se que mais de 2.500 camiões de carga atravessam diariamente a fronteira através do Corredor de Maputo. Adicionalmente, cerca de 300 empresas sul-africanas em atividade no território nacional sustentam atualmente mais de 40 mil postos de trabalho, consolidando os laços comerciais nascidos após a tragédia de Mbuzini.