O partido ANAMOLA expressou plena confiança na absolvição do seu líder, Venâncio Mondlane, e exigiu total transparência no processo judicial — desdobramento acompanhado atentamente pela Folha de Manica — durante uma conferência de imprensa realizada na cidade de Maputo para abordar as acusações ligadas às recentes manifestações pós-eleitorais.
O político é formalmente acusado pelo Ministério Público de desobediência, incitamento à violência, perturbação da ordem pública e actos contra a segurança do Estado. Apesar de o Tribunal Supremo ter recusado o pedido para realizar as sessões num espaço com maior capacidade de público, a direcção partidária assegurou que marcará presença na sala designada para acompanhar os procedimentos judiciais em estrito cumprimento da lei.
A liderança da formação política sustentou ainda que as manifestações e os protestos resultaram da iniciativa espontânea dos cidadãos em todo o país. O representante partidário rejeitou veementemente as alegações de que a população tenha sido coagida ou induzida a assinar documentos, defendendo o carácter voluntário da participação popular.
Por fim, a organização afastou em definitivo qualquer hipótese de abertura de um processo de sucessão caso ocorra uma condenação. O partido reiterou que o actual mandato de cinco anos, validado após a eleição em Nampula, permanece juridicamente intocável e fora de discussão nos órgãos deliberativos internos.