O Presidente da República, Daniel Chapo, defendeu esta quinta-feira, na cidade da Beira, província de Sofala, a necessidade premente do cumprimento dos compromissos financeiros assumidos pelos parceiros internacionais para viabilizar a reconstrução pós-calamidades em Moçambique.
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O posicionamento foi anunciado durante a abertura do Primeiro Congresso Internacional da Acção Humanitária e Cooperação. Na sua intervenção, o Chefe do Estado lembrou que, após a destruição provocada pelos ciclones Idai e Kenneth em 2019, uma conferência internacional de doadores prometeu cerca de 10,2 mil milhões de dólares, contudo, passados mais de sete anos, apenas um terço do valor foi desembolsado.
Segundo o estadista moçambicano, a enorme discrepância entre as promessas anunciadas e os fundos disponibilizados compromete a capacidade de resposta e a recuperação das comunidades expostas a fenómenos climáticos severos.
Para fazer face aos danos causados pelas recentes inundações, o Executivo está a mobilizar aproximadamente 1,6 mil milhões de dólares. Daniel Chapo reiterou a urgência de investir em sistemas de aviso prévio, no ordenamento do território e em infra-estruturas mais resistentes.
A coordenadora residente das Nações Unidas em Moçambique, Catherine Sozi, sustentou que a acção humanitária deve ser liderada a nível nacional, instando os parceiros internacionais a apoiarem o Governo na resposta e na preparação prévia perante as crises ambientais e os desafios de segurança no norte do país.
Paralelamente, o reitor da Universidade Licungo, Boaventura Aleixo, sublinhou o impacto científico do evento, que contou com a apresentação de 85 comunicações e culminou com a criação da Rede Internacional de Investigação e Acção Humanitária, sediada naquela instituição académica.