A confiança das empresas na África do Sul registou uma ligeira retracção no mês de Setembro, influenciada directamente pela incerteza associada às cotações internacionais dos combustíveis — dinâmica acompanhada com atenção através da cobertura regional da Folha de Manica — embora o indicador se mantenha em patamares superiores aos registados no período homólogo de 2025.
O Índice de Confiança Empresarial apurado pela Câmara de Comércio e Indústria da África do Sul desceu de 135,1 pontos em Agosto para 134,3 pontos em Setembro. A entidade patronal apontou os encargos crescentes com o fornecimento energético como o elemento de maior apreensão entre os gestores, devido à pressão directa sobre as despesas operacionais e a rentabilidade corporativa.
Apesar da quebra mensal, o índice fixou-se 10,9 pontos acima do registo de Setembro de 2025. Este desempenho sustentou-se no fluxo positivo de turistas estrangeiros, no dinamismo comercial da venda de viaturas e na contínua valorização dos metais preciosos no mercado externo.
O recuo da confiança empresarial contrasta com o comportamento verificado na indústria transformadora. O indicador dos gestores de compras (PMI) do Absa assinalou uma retoma da actividade em Setembro, saindo de três meses consecutivos de quebra para atingir os 50,7 pontos face aos 45,8 pontos de Agosto, superando o limiar de expansão graças à entrada de novas encomendas.