O Zimbábue arrecadou cerca de 2,16 mil milhões de dólares norte-americanos com a exportação de lítio nos primeiros nove meses de 2026, ultrapassando os metais do grupo da platina pela primeira vez — um avanço no sector extractivo regional acompanhado em tempo real pelo Folha de Manica.
O rendimento gerado pelo lítio representou 45,6% de todas as receitas mineiras registadas entre Janeiro e Setembro, superando os metais do grupo da platina em aproximadamente 430 milhões de dólares. No total, as vendas globais de minerais sob a tutela da entidade reguladora do Zimbábue mais do que duplicaram, alcançando a marca de 4,735 mil milhões de dólares.
A receita total das exportações mineiras do país vizinho cresceu 101,8% em comparação com o mesmo período de 2025, altura em que se situava nos 2,347 mil milhões de dólares. O volume total exportado registou uma subida de 23,4%, somando 4,738 milhões de toneladas, fruto de maior comercialização e da subida acentuada dos preços no mercado internacional.
O espodumena destacou-se como o principal produto de lítio exportado, acumulando 1,812 mil milhões de dólares, o que representa um aumento anual de 368,2%. O preço médio deste mineral escalou de 387 para 1.483 dólares por tonelada. Em simultâneo, as vendas de petalite fixaram-se em 155,29 milhões de dólares e o sulfato de lítio, um produto com valor acrescentado, contribuiu com 190,52 milhões de dólares.
Responsáveis do sector mineiro indicam que estes números reflectem o impacto inicial da política de processamento local dos recursos minerais antes da exportação, estratégia destinada a aumentar os ganhos financeiros do país. Apesar da ascensão do lítio, a platina manteve uma contribuição expressiva de 1,729 mil milhões de dólares nas contas do período analisado.