A Associação Moçambicana de Energias Renováveis (AMER) alertou para uma desaceleração preocupante no número de novas ligações de electricidade fora da rede em Moçambique. Em 2025, registaram-se apenas 122 mil novas ligações, valor substancialmente abaixo do intervalo de 180 mil a 200 mil ligações anuais consideradas indispensáveis para cumprir a meta de acesso universal à energia até 2030.
O alerta foi apresentado em Maputo pelo presidente da associação, Ricardo Pereira, durante a abertura do Fórum Bianual de Energia Fora da Rede em Moçambique. O dirigente ressaltou que a diminuição das vendas de sistemas solares domésticos, verificada desde 2024, pode comprometer seriamente a electrificação das comunidades rurais.
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Embora a taxa global de electrificação no País tenha alcançado 66,4% em 2025 — superando as projecções devido ao desempenho da rede nacional —, o fosso entre áreas urbanas e rurais continua acentuado, com taxas de acesso situadas em 89% e 30%, respectivamente.
Como resposta aos desafios de financiamento e execução, o sector aposta na expansão das energias renováveis descentralizadas. Entre as iniciativas em curso destaca-se o Programa de Promoção de Mini-Redes Renováveis em Moçambique (PROMR-MZ), que já mobilizou mais de 60 milhões de euros para a implementação de 100 mini-redes nas províncias de Tete, Zambézia e Niassa, além de uma coligação internacional em estruturação para mobilizar mil milhões de dólares com vista a assegurar 2,5 milhões de ligações.