A fornecedora de serviços de comunicação via satélite Starlink registou um crescimento acentuado na sua participação do volume de dados em Cabo Verde, passando de 6% no segundo trimestre de 2025 para 18% no mesmo período de 2026. O aumento representa quase um quinto de todo o tráfego nacional de dados digitais no arquipélago, impulsionado pelo consumo intensivo por utilizador.
Este avanço significativo ocorre num cenário em que a empresa detém uma percentagem mínima de utilizadores inscritos, destacando uma forte procura por serviços de alta velocidade na região. O mercado de telecomunicações continua em acompanhamento pelas autoridades reguladoras locais. Siga nos no WHATSAPP.
Em contrapartida à expansão da Internet por satélite, as operadoras tradicionais registaram reduções na quota de tráfego entre Abril e Junho de 2026. A principal concessionária de telecomunicações do país viu a sua participação recuar de 89% para 78%, enquanto a outra prestadora de serviços móveis desceu de 6% para 4% no mesmo intervalo.
No que diz respeito ao número total de contratos, a Starlink contava com apenas 0,87% das assinaturas activas no final de Junho, enquanto as duas maiores operadoras dominavam o sector com 72,6% e 26,5% de clientes, respectivamente. A discrepância entre o número de utilizadores e o volume de informação consumido demonstra que as conexões de tecnologia de satélite movimentam cargas de dados consideravelmente superiores à média.
No encerramento do segundo trimestre de 2026, a nação contava com 500 263 assinaturas de acesso à rede, sendo que 85% correspondiam a ligações de banda larga móvel, maioritariamente utilizadas em telemóveis. O tráfego total engloba o envio e recepção de ficheiros, navegação em páginas electrónicas e plataformas de transmissão de vídeo.