O preço do petróleo registou uma desvalorização superior a 1% na segunda-feira, acompanhando a expectativa dos investidores em relação às iminentes decisões políticas dos Estados Unidos relativas às tensões no Médio Oriente. A volatilidade instalou-se nos mercados internacionais num cenário de incerteza quanto à estabilização da região.
O crude Brent do Mar do Norte recuou 1,07%, fixando-se nos 115,46 dólares por barril, após ter atingido o valor mais elevado dos últimos seis meses. Paralelamente, o West Texas Intermediate (WTI) cedeu 1,67%, cotado em 101,53 dólares, enquanto o gás natural TTF subiu 3,35% para os 97 euros por megawatt-hora em Amesterdão. Siga nos no WHATSAPP.
As oscilações ocorrem no seguimento de posicionamentos recentes da administração norte-americana sobre a definição de estratégias para o conflito com o Irão, equacionando-se um eventual acordo ou o encerramento das conversações. Por sua vez, a diplomacia iraniana, através do ministro dos Negócios Estrangeiros, Abbas Araghchi, declarou antecipar ponderação por parte de Washington.
O clima de instabilidade intensificou-se após acções recentes no terreno, incluindo a evacuação preventiva de diplomatas norte-americanos na sequência de ofensivas levadas a cabo por rebeldes Houthi contra território saudita, prevendo-se uma possível resposta formal após o calendário eleitoral de 3 de Novembro. Paralelamente, mantêm-se alertas sobre eventuais novas movimentações militares na região.
Projeções de analistas financeiros indicam que a manutenção dos combates poderá exigir um ajustamento do risco de esgotamento de reservas. Estimativas de mercado apontam que a cotação do barril de Brent pode necessitar de escalar até aos 150 dólares para provocar uma redução expressiva da procura nas economias emergentes asiáticas.