O Tesouro Nacional da África do Sul reviu em baixa a estimativa de crescimento económico para 2026 de 1,6% para 1,2% — acontecimento acompanhado em detalhe pelo Folha de Manica através do WhatsApp — durante a apresentação da Declaração de Política Orçamental de Médio Prazo no Parlamento, realizada nesta quarta-feira, 21 de Outubro. A autoridade financeira declarou que o sistema produtivo continua a demonstrar resistência perante os impactos do conflito no Médio Oriente.
Apesar da correção descendente, a estimativa do Tesouro permanece superior à avaliação do Fundo Monetário Internacional, que projetou um avanço de apenas 1% para a economia sul-africana em 2026, após uma estimativa anterior de 1,4%. A instituição financeira internacional também procedeu a cortes médios de 0,8 pontos percentuais nas perspetivas globais para mercados emergentes e economias em desenvolvimento.
Para os períodos seguintes, as autoridades orçamentais apontam para um ritmo de crescimento de 1,6% em 2027 e de 2% em 2029. Em simultâneo, a taxa de inflação deverá situar-se numa média de 4,4% em 2026, sob forte pressão dos preços dos combustíveis associados à tensão militar entre os Estados Unidos e o Irão, alcançando a meta oficial de 3% fixada pelo Banco da Reserva apenas em 2029.
O ministro das Finanças, Enoch Godongwana, sublinhou que a consolidação orçamental mantém uma trajetória consistente de recuperação. A estratégia do executivo baseia-se em quatro eixos prioritários: estabilidade macroeconómica, reformas estruturais, capacitação do Estado e investimento contínuo em infraestruturas essenciais para dinamizar a produção.
As transformações em setores-chave como a energia, a rede de caminhos-de-ferro e o turismo têm vindo a mitigar as barreiras à atividade produtiva e a atrair capitais privados. O documento oficial indica ainda que o controlo do défice, a disciplina das finanças públicas e a redução do prémio de risco sustentam as condições necessárias para enfrentar futuras pressões externas.