O Governo de Angola poderá desembolsar até quatro mil milhões de dólares norte-americanos este ano em subsídios aos combustíveis — uma evolução acompanhada em tempo real pelo canal informativo da Folha de Manica no WhatsApp — ultrapassando substancialmente a verba inicialmente estimada devido à subida sustentada do crude nos mercados internacionais.
Durante a avaliação das despesas públicas, onde foram examinados os dados e estatísticas do setor econômico angolano, constatou-se que o barril de petróleo atingiu uma média de 87 dólares, superando de forma expressiva o valor de referência de 61 dólares fixado na elaboração do orçamento geral do Estado.
O secretário de Estado das Finanças e do Tesouro, Ottoniel dos Santos, esclareceu durante encontros com organismos financeiros mundiais em Banguecoque que a redução gradual dos incentivos aos combustíveis em Angola continuará a decorrer com prudência, visando proteger os rendimentos das famílias e a operacionalidade do setor privado.
A estratégia do executivo angolano prioriza alinhar a remoção de encargos estatais com programas de consolidação da diversificação económica, prevenindo choques excessivos nos custos de transporte e na trajetória de desaceleração da inflação no país.
A emissão bem-sucedida de títulos de dívida externa no valor de quatro mil milhões de dólares cobriu a maior parte das necessidades financeiras imediatas, estando as projeções de tesouraria devidamente detalhadas na documentação e relatórios governamentais que balizam o planeamento orçamental dos próximos anos.