Os custos dos serviços associados à actividade turística em Cabo Verde registaram um agravamento homólogo de 7,5% no terceiro trimestre de 2026 — um cenário económico acompanhado com atenção pela redacção através do canal de actualizações informativas —, revelando uma aceleração significativa face aos meses anteriores.
A evolução apurada pelo Instituto Nacional de Estatística reflecte um salto de quatro pontos percentuais em relação aos 3,5% verificados no trimestre homólogo precedente. Em termos de variação em cadeia, os preços encareceram 5,2%, impulsionados essencialmente pelo sector de alojamento e pela restauração.
No segmento hoteleiro, as pousadas lideraram as subidas com um agravamento de 11,4%, seguidas pelos hotéis convencionais com 10,1% e pelas unidades residenciais com 6,5%. Os estabelecimentos de restauração aumentaram 1,9%, ao passo que os serviços de cafés e bares registaram um acréscimo de 0,5%.
Ao nível geográfico, a ilha da Boa Vista assinalou a maior subida com 8,6%, acompanhada por São Vicente com 7,5% e Santo Antão com 7%, enquanto o aluguer de automóveis encareceu 6,4%. Em sentido oposto, os ramos ligados à cultura e ao entretenimento mantiveram tarifas inalteradas.
O sector turístico permanece como o motor estrutural do arquipélago, gerando cerca de um quarto do Produto Interno Bruto nacional. No ano de 2025, os empreendimentos locais acolheram um patamar histórico de 1,25 milhão de hóspedes, consolidando a relevância económica da actividade nas ilhas do Sal e Boa Vista.