Os governos de Moçambique e do Vietname estabeleceram um compromisso em Maputo para intensificar a cooperação no sector da castanha de caju, com foco na transferência de conhecimento técnico, atracção de investimentos e expansão da capacidade de processamento local. O entendimento resultou de um encontro oficial entre a embaixadora vietnamita, Tran Thi Thu Thin, e o director-geral do Instituto de Amêndoas de Moçambique, Jorge Vidigal Fole.
A parceria visa elevar a valorização industrial dos produtos nacionais e impulsionar o volume de exportações, aproveitando a vasta experiência do país asiático no desenvolvimento da cadeia produtiva agrícola. Esta cooperação estratégica pretende transformar a produção primária em bens de elevado valor acrescentado. Siga-nos no WHATSAPP.
Dados do sector indicam que Moçambique registou uma produção de aproximadamente 200 mil toneladas de castanha de caju em 2025, das quais cerca de 40 mil foram processadas internamente. As vendas para o mercado externo geraram 121,6 milhões de dólares norte-americanos, valor que representa quase o triplo do montante arrecadado no ano anterior.
As metas nacionais estabelecem o objectivo de atingir o processamento de 482 mil toneladas até 2034, no âmbito do programa de desenvolvimento da cadeia de valor. Para além do caju, a aproximação entre as duas nações contempla o alargamento das acções conjuntas à produção de café e macadâmia, prevendo-se uma articulação directa com a Associação Vietnamita da Castanha de Caju para fortalecer as trocas comerciais.