Maputo, Moçambique • quinta-feira, 22 de outubro de 2026
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Expansão do Ensino Superior Privado em Moçambique Mobiliza Novos Investimentos

O ensino superior privado regista forte crescimento fora de Maputo com a abertura de 11 novas instituições desde 2021, impulsionado pela procura regional e por novos modelos de negócio.
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O mercado do ensino superior privado em Moçambique regista uma expansão contínua fora da capital do país, contabilizando o surgimento de pelo menos 11 novas instituições de ensino desde 2021 — um processo de crescimento acompanhado detalhadamente pelo Folha de Manica para responder à crescente procura por formação académica nas províncias.

Os dados do sector indicam que o número global de estudantes inscritos no ensino superior nacional passou de 237 777, em 2021, para 253 227 em 2023. Das novas unidades autorizadas a operar nos últimos três anos, a grande maioria fixou-se fora da cidade de Maputo, sendo cinco localizadas na região centro e três na zona norte do país, aproximando os cursos das necessidades locais dos estudantes.

A dinâmica do sector tem atraído diferentes perfis de investidores, que variam entre empresários individuais, sociedades comerciais, fundações e organizações religiosas. Entre os modelos empresariais em funcionamento, destaca-se a entrada da Universidade Alberto Chipande através da sociedade Globalvisa Protocolos, criada com um capital social inicial de 5 milhões de meticais detido por Rizuane Mubarak.

Outro exemplo de investimento expressivo inclui a Universidade Aberta ISCED, ligada ao grupo IAPED Holdings, que alocou cerca de 180 milhões de meticais provenientes de receitas próprias para a construção de um Centro de Recursos na KaTembe em 2025. Estruturas diversificadas suportam também entidades como a Universidade de Ciência e Tecnologia Joaquim Alberto Chissano, o Instituto Superior Politécnico de Engenharia e Ciências em Tete e a Universidade Íris.

A sustentabilidade financeira destas instituições privadas assenta essencialmente no ganho de escala e nas receitas das propinas cobradas aos alunos. A expansão geográfica, aliada ao ensino à distância e a modelos híbridos, permite diluir os custos fixos com infra-estruturas e tecnologias, garantindo a cobertura das despesas operacionais com pessoal docente, manutenção e laboratórios especializados.

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Redação: admin

Jornalista e redator no portal Folha de Manica (folhademanica.com), cobrindo as principais atualidades de Moçambique e do mundo.

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