A Ordem dos Arquitectos de Angola alertou, na sexta-feira (23 de Outubro), em Luanda, para o agravamento da crise no sector habitacional do país, motivado pelo rápido crescimento populacional e por lacunas no ordenamento territorial.
Durante a abertura do Fórum de Reflexão e Comemoração do Outubro Urbano, subordinado ao tema “A Habitação em Angola: Intersecções entre Arquitectura, Sociologia e Economia”, a liderança da agremiação defendeu a construção urgente de casas de baixo custo e a disponibilização de financiamentos inclusivos. Siga nos no WHATSAPP.
A organização apontou a qualidade do edificado, o acesso a financiamento bancário e o fortalecimento da produção de materiais de construção como as principais prioridades a solucionar. Para o presidente da agremiação, Vity Nsalambi, a resposta a estas carências exige uma visão integrada que alie o planeamento urbano às reais necessidades sociais e económicas das comunidades.
Entre as propostas apresentadas destacam-se a adopção de métodos construtivos de baixo custo, o aproveitamento de recursos materiais locais e a conceção de modelos habitacionais adequados ao clima. O dirigente enfatizou também a relevância de salvaguardar os cidadãos para evitar o deslocamento forçado de residentes em novos projectos.
No domínio financeiro, foi defendida a criação de linhas de crédito bancário inclusivas, destinadas também a trabalhadores do sector informal, além do incentivo ao investimento privado através de parcerias público-privadas para mitigar o défice habitacional existente.