O Banco de Moçambique aprovou e divulgou novas directrizes para retirar de circulação as notas danificadas pertencentes à série do metical lançada em 2024. A medida estabelece critérios técnicos detalhados para que os bancos comerciais e demais instituições financeiras identifiquem os exemplares que já não reúnem condições para continuar em circulação no mercado nacional.
De acordo com o regulamento divulgado pela autoridade bancária, a avaliação do estado de conservação das notas terá em conta factores como acumulação de sujidade, descoloração, manchas, rabiscos, rasgos, perfurações e deformações provocadas pelo calor. A medida visa padronizar o manuseamento do dinheiro físico em todo o país. Siga-nos no WHATSAPP.
As normas fixam que notas com escritos, desenhos, carimbos ou rasgos com quatro milímetros ou mais de extensão devem ser obrigatoriamente recolhidas pelas entidades financeiras. Da mesma forma, são consideradas impróprias para utilização as notas com furos superiores a seis milímetros quadrados, partes queimadas ou reconstituídas com cola, fita adesiva ou agrafos, visando garantir a qualidade da moeda nacional.
O dispositivo legal estabelece igualmente procedimentos para a avaliação e reembolso parcial ou total do valor facial das notas mutiladas, dependendo da extensão da área preservada e da confirmação da sua autenticidade. No entanto, os exemplares que apresentem apenas dobras ligeiras ou cantos dobrados podem permanecer no mercado, desde que conservem os elementos de segurança indispensáveis.
Relatórios financeiros do sector indicam que a produção de notas e moedas custou 3.055 milhões de meticais em 2025, o que representa um decréscimo de 13% face aos 3.512 milhões de meticais aplicados em 2024. Ao fechar o ano de 2025, o montante total de dinheiro em circulação na economia fixou-se em 74,9 mil milhões de meticais, registando uma redução de 12,2% em comparação com o período transacto.