O Governo de Angola projeta um crescimento económico de 5,5% para o ano de 2027, impulsionado maioritariamente pela expansão do sector não petrolífero, de modo a compensar o declínio contínuo na produção de crude e os elevados custos do serviço da dívida pública.
Esta meta macroeconómica integra a proposta do Orçamento Geral do Estado para 2027, elaborada com base no preço médio de 71 dólares por barril de petróleo, prevendo-se uma forte expansão das áreas da indústria transformadora, comércio e comunicações. Siga-nos no WHATSAPP.
As estimativas oficiais indicam que os sectores não petrolíferos deverão crescer 7,2%, enquanto a extracção de crude registará uma contracção de 3,8%. Para 2027, a produção petrolífera média deverá situar-se em cerca de um milhão de barris diários, representando uma redução de 50 mil barris por dia em relação às projecções estabelecidas para 2026.
A trajectória de crescimento económico no país demonstra uma aceleração gradual, após o registo de 3,1% no Produto Interno Bruto em 2025 e a estimativa de 4,5% para 2026. A meta governamental de 5,5% supera as previsões anteriores avançadas por observadores internacionais.
Em termos financeiros, a proposta orçamental está avaliada em aproximadamente 40,9 mil milhões de dólares norte-americanos, exigindo necessidades brutas de financiamento na ordem dos 16,1 mil milhões de dólares. Deste montante, mais de 9 mil milhões de dólares destinam-se ao serviço da dívida pública, reduzindo a margem para novas despesas de capital.
Com este cenário orçamental, o executivo projeta um défice fiscal equivalente a 4,11% do PIB. A consolidação destas estimativas depende da apreciação e aprovação final da proposta pelo Parlamento, além do controlo da inflação e da estabilidade cambial.