O presidente do Congresso Nacional Africano (ANC), Cyril Ramaphosa, admitiu a possibilidade de renunciar à liderança da organização política na África do Sul, na sequência dos fracos resultados obtidos nas recentes eleições autárquicas de 4 de Novembro. A posição do chefe de Estado surge após a contagem de votos confirmar um forte declínio no apoio popular ao partido no poder.
Membros seniores do Comité Executivo Nacional da formação política revelaram que Ramaphosa defendeu que a sucessão de desaires eleitorais exige consequências directas no topo da liderança. O líder manifestou disponibilidade para abandonar a presidência partidária, num momento em que o apoio nacional desceu para cerca de 31 por cento. Siga nos no WHATSAPP.
Dentro do partido surgiram alertas de que uma eventual saída de Ramaphosa da liderança interna pode colocar em risco a continuidade do Governo de Unidade Nacional. O secretário-geral do ANC, Fikile Mbalula, caracterizou os resultados como catastróficos e assinalou que o eleitorado enviou um sinal claro de descontentamento com a gestão dos serviços públicos essenciais.
A oposição, liderada pela Aliança Democrática (DA), conquistou avanços significativos nos principais centros urbanos do país, incluindo Joanesburgo e Pretória. Com a ausência de maiorias absolutas na maioria das grandes metrópoles, os partidos dispõem de um prazo de 14 dias para negociar a consolidação de governos municipais através de coligações políticas.