Uma equipa internacional de investigadores desenvolveu uma inovadora membrana filtrante concebida a partir de resíduos da produção de óleo vegetal de girassol e amendoim, capaz de eliminar até 99,89% dos metais pesados presentes na água. A solução tecnológica representa um avanço significativo para a despoluição de recursos hídricos a nível global.
A nova tecnologia reaproveita as proteínas contidas nas farinhas de oleaginosas, resultantes do processo de extracção industrial, transformando-as em estruturas microscópicas denominadas fibrilas amilóides combinadas com carvão activado. Os ensaios demonstraram elevada eficácia na retenção de chumbo, platina e crómio. Siga nos no WHATSAPP.
Durante o processo de filtragem, as proteínas aprisionam e encapsulam as partículas poluentes, impedindo que os metais pesados sigam no fluxo hídrico. Este mecanismo surge como uma alternativa sustentável e de baixo consumo energético em comparação com os métodos tradicionais de tratamento de água.
Além da retenção de minerais tóxicos, a investigação aponta para o potencial de remoção de poluentes orgânicos complexos, conhecidos pela elevada resistência à degradação ambiental. A utilização destes resíduos reduz o desperdício industrial e diminui os custos de fabrico dos sistemas de filtragem, aguardando-se agora testes de validação em escala real.