O político e líder da oposição, Venâncio Mondlane, declarou estar preparado para responder em tribunal ao julgamento agendado para 17 de Novembro de 2026, no qual enfrenta acusações de incitamento ao terrorismo e desobediência colectiva decorrentes das manifestações pós-eleitorais — um processo acompanhado em tempo real pelo canal informativo da Folha de Manica no WhatsApp —, reiterando que manterá a sua actuação no âmbito estritamente político e constitucional.
Durante as suas declarações, nas quais contestou a fundamentação técnica da acusação formulada pelo Ministério Público, o político sustentou que o processo possui motivações políticas e denunciou episódios de violência, apresentando dados e estatísticas sobre 58 quadros seniores do seu partido mortos a tiro no último ano, além da eliminação física de testemunhas arroladas para a sua defesa judicial.
A recente revogação do congelamento das suas contas bancárias por decisão do Tribunal Supremo é encarada pela equipa de defesa como um avanço jurídico relevante, surgindo no seguimento de acções diplomáticas na Europa onde foram entregues relatórios e documentação oficial sobre a situação dos direitos humanos e do diálogo político em Moçambique.
O dirigente partidário assegurou que não irá convocar novas manifestações de rua caso venha a cumprir uma pena de prisão, reafirmando o compromisso de canalizar a actuação do partido ANAMOLA exclusivamente através de meios legais e iniciativas legislativas.