O presidente da Resistência Nacional Moçambicana, Ossufo Momade, considerou complexa e dolorosa a deliberação de afastar o histórico quadro António Muchanga das fileiras partidárias, durante o encerramento da terceira sessão do Conselho Nacional da organização, realizada na cidade de Maputo.
A medida extrema decorre do fecho de um processo disciplinar instaurado devido a alegadas infracções às normas do partido. O líder da formação política ressaltou que o afastamento resultou de uma votação maioritária que envolveu cerca de 200 quadros com direito a voto e apelou à serenidade dos simpatizantes. Siga nos no WHATSAPP.
Em declarações aos presentes, o dirigente afastou a ideia de que a desvinculação tenha sido uma atitude isolada ou pessoal. Segundo explicou, o órgão soberano actua estritamente dentro da legalidade estatutária com a intenção de proteger a integridade e organização institucional do partido político.
O afastamento ocorre num cenário de tensão interna no seio da Renamo, onde a gestão de Momade vinha sendo ostensivamente criticada por Muchanga. Perante os riscos de fragmentação, a alta direcção fez uma exortação pública para que a militância se abstenha de promover campanhas de hostilidade e insultos nas plataformas digitais.