A startup queniana Autonomous Systems Research desenvolveu uma tecnologia inovadora capaz de converter resíduos vegetais em gás e electricidade, recorrendo à tecnologia blockchain para rastrear a origem da biomassa, registar pagamentos a fornecedores e monitorar a produção de energia em comunidades rurais.
A iniciativa surgiu da necessidade de abastecer drones utilizados em missões de protecção ambiental e apoio em desastres em regiões remotas, onde o transporte de combustível tradicional era insustentável. Siga nos no WHATSAPP.
O equipamento processa restos da poda do café, evitando o abate de árvores ou o uso de terras agrícolas destinadas à alimentação. Além disso, a plataforma está integrada com sistemas de pagamentos móveis como o M-Pesa para remunerar directamente os produtores locais de biomassa.
A empresa estuda também a aplicação do gás gerado em escolas primárias rurais para a preparação de refeições e aquecimento de água, desde que estejam garantidas todas as condições de segurança e ventilação necessárias.
Apesar do progresso, a expansão comercial ainda enfrenta barreiras técnicas relacionadas com a liquefacção do combustível de forma eficiente, aspecto determinante para viabilizar o armazenamento em botijões e a distribuição em grande escala.
Com apoio inicial do Gabinete de Inovação da UNICEF e de fundações ligadas à tecnologia, o projecto segue na fase de testes antes de avançar para a comercialização independente das soluções tecnológicas desenvolvidas.