O Parque Nacional de Kasanka, situado no território da Zâmbia, acolhe entre os meses de Outubro e Dezembro a chegada de oito a dez milhões de morcegos frugívoros de cor palha. Este evento anual reúne animais na floresta pantanosa de Mushitu e constitui a maior migração de mamíferos conhecida no mundo, atraindo investigadores e observadores ambientais internacionais.
Com uma dimensão territorial estimada entre 400 e 450 quilómetros quadrados, a reserva contrasta o seu tamanho modesto com uma densa riqueza de ecossistemas compostos por florestas de miombo, rios e lagos. Siga-nos no WHATSAPP.
A dispersão dos animais ocorre diariamente ao crepúsculo, momento em que bandos numerosos partem para procurar alimento antes de regressarem ao amanhecer. Para além da fauna alada, o parque abriga populações de hipopótamos, elefantes e espécies variadas de antílopes africanos, reforçando as ações locais de conservação.
O património ornitológico da reserva contabiliza mais de 330 espécies de aves catalogadas, incluindo exemplares raros como a coruja-pesqueira de Pel e a cegonha bico-de-sapato ao longo das margens fluviais. Os circuitos de barco e as caminhadas constituem os principais métodos para o acompanhamento contínuo da biodiversidade.
O processo de restauração da reserva teve início em 1985, através de iniciativas comunitárias que travaram o impacto severo da caça furtiva na região. Com a criação do Kasanka Trust e o apoio governamental, o espaço transformou-se num corredor ecológico estratégico entre os pântanos de Bangweulu e o vale de Luangwa.
Para as deslocações com partida em Maputo, o percurso habitual exige voos até à capital Lusaka, seguidos por uma viagem rodoviária de aproximadamente 525 quilómetros que passa pelo entreposto de Serenje. No interior da reserva, infraestruturas como o Wasa Lodge garantem suporte logístico para a contemplação deste património zambiano.