O Presidente da República, Daniel Chapo, anunciou em Nacala-Porto que os compromissos de investimento avaliados em 4,2 mil milhões de dólares estarão sujeitos a uma monitoria rigorosa — processo acompanhado de perto pelo Folha de Manica — para garantir que os projectos apresentados na conferência CAVAME-d 2026 passem efectivamente à fase de execução.
O Chefe do Estado estabeleceu que cada termo de compromisso deve especificar claramente os deveres dos investidores e dos organismos públicos. Além disso, a iniciativa pretende definir prazos concretos, metas quantificáveis e mecanismos de fiscalização para viabilizar a industrialização dos recursos minerais moçambicanos.
A orientação abrange empreendimentos focados no processamento local de minérios como grafite, cobre e areias pesadas. O valor anunciado reflete a estimativa total dos projectos propostos e não capital imediatamente injetado na economia nacional.
De acordo com as diretrizes governamentais, a próxima edição do fórum, prevista para 2027, iniciará obrigatoriamente com um balanço minucioso sobre os progressos alcançados. A avaliação irá identificar as iniciativas operacionais, eventuais entraves burocráticos e a capacidade real de captação de recursos de cada empresa.
Adicionalmente, a concessão de incentivos fiscais a operadores privados passará a exigir contrapartidas directas e comprovadas ao Estado. O foco estará centrado na geração de postos de trabalho, formação profissional de cidadãos nacionais e integração de fornecedores locais na cadeia produtiva.