📲 Receba as notícias mais importantes diretamente no seu telemóvel antes de todo o mundo.
👉 ADERIR AO CANAL GRATUITAMENTEMembros das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) voltam a estar sob forte contestação na província de Cabo Delgado, na sequência de novas denúncias de alegados maus-tratos praticados contra a população civil nas zonas afectadas por acções terroristas.
O caso mais recente foi registado na manhã desta quarta-feira, na aldeia de Mecuti, localizada na sede do distrito de Quissanga. Segundo informações apuradas pela imprensa local, um grupo de militares deslocou-se àquela povoação, onde expulsou os residentes das suas habitações e agrediu fisicamente vários cidadãos com cassetetes, sem qualquer motivo aparente.
Conteúdo Relacionado:
Testemunhas locais garantem que estes episódios têm ocorrido com frequência e sem qualquer esclarecimento por parte do comando das tropas. As denúncias surgem apenas dois dias depois de o Governador de Cabo Delgado, Valige Tauabo, ter orientado um comício popular na sede de Quissanga, no qual apelou ao fortalecimento da colaboração entre a população e as Forças de Defesa e Segurança.
Esta não é a primeira vez que a actuação das tropas moçambicanas gera insatisfação entre os residentes de diversos distritos de Cabo Delgado. Relatos de intimidação também já envolveram profissionais da comunicação social. Em Julho do ano passado, um grupo composto por 16 jornalistas que se deslocava de Pemba para o distrito de Mueda foi abordado por militares, sendo submetido a intimidação e à apreensão do seu equipamento de trabalho sem qualquer fundamentação legal.