O Presidente da República, Daniel Chapo, defendeu, na última quinta-feira, que a província de Tete deve transitar progressivamente de um território focado apenas na extração de recursos para um polo gerador de valor económico. A declaração foi feita durante a abertura oficial da Conferência Internacional de Investimentos de Tete.
No seu discurso, o Chefe de Estado destacou o potencial estratégico da região, outrora caracterizada pelos seis “C’s” (Calor, Capenta, Cahora-Bassa, Carvão, Cabrito e Chicoa), sugerindo a adição de um sétimo elemento: a “Criatividade”. Chapo sublinhou que a localização geográfica de Tete a posiciona como um ativo económico crucial, ligando Moçambique ao Zimbabwe, à Zâmbia e ao Malawi, além de aproximar os países do interior da África Austral aos portos da Beira e de Nacala.
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O governante apelou à mobilização de recursos para financiar a economia produtiva, instando a banca comercial e as instituições financeiras a facilitarem o acesso ao crédito para os produtores locais. O objetivo, segundo o estadista, é impulsionar a produção interna e as exportações, visando equilibrar a balança de pagamentos e captar mais divisas para o país.
Por fim, Daniel Chapo reiterou que o desenvolvimento económico de Tete deve traduzir-se em benefícios tangíveis para a população local, através do fomento de indústrias que gerem emprego, rendimentos e impostos a nível local. O Presidente enfatizou a necessidade de industrialização local, aproveitando a energia e os minerais da região para dinamizar a agroindústria e criar oportunidades de negócios para o empresariado moçambicano.