A cidade de Xai-Xai, capital provincial de Gaza, assinala esta quarta-feira o seu 65.º aniversário de elevação a esta categoria, num momento em que os esforços locais se concentram na recuperação dos danos causados pelas piores inundações dos últimos 26 anos. O desastre natural, registado em Janeiro, afectou mais de 30 mil famílias e causou prejuízos estimados em cerca de 100 milhões de dólares norte-americanos.
Durante as celebrações, que iniciaram com a deposição de uma coroa de flores, o presidente do Conselho Municipal de Xai-Xai, Ossemane Adamo, defendeu a necessidade de a urbe alcançar maior independência no fornecimento de serviços essenciais aos munícipes, reduzindo a dependência em relação à capital do país, Maputo. O edil sublinhou que a reconstrução das infra-estruturas é prioritária para reverter o rasto de destruição deixado pelas águas.
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De acordo com informações oficiais, equipas de consultores estão a realizar o levantamento detalhado dos estragos, com particular incidência na rede rodoviária. A estimativa inicial para repor e melhorar as vias de acesso e outras infra-estruturas públicas ronda os 100 milhões de dólares. Apesar das contrariedades, o município já regista avanços, como a recente inauguração de duas novas estradas urbanas.
O sector empresarial também reporta graves impactos. O representante da Confederação das Associações Económicas (CTA) em Gaza, Faquir Tatia, apontou perdas entre 700 e 800 milhões na área agrícola devido ao alagamento de campos semeados. O responsável defendeu que a reabilitação das vias de acesso deve ser a prioridade absoluta para viabilizar a retoma económica.
A par da reconstrução física, as autoridades locais destacam a importância da transparência. O director do Gabinete Provincial de Combate à Corrupção em Gaza, Cristóvão Mondlane, realçou que uma gestão rigorosa dos recursos públicos é fundamental para garantir o desenvolvimento sustentável da cidade após o período crítico que se estendeu até Março.
Paralelamente às acções municipais, os residentes locais apelam por maior celeridade na reabilitação de infra-estruturas sociais e pedem apoio directo para a reconstrução de mais de duas mil habitações que continuam danificadas pelas calamidades de início do ano.


