O Governo de Moçambique anunciou o reforço da articulação logística do Corredor da Beira com a região mineira de Copperbelt, na Zâmbia, com vista a optimizar a infra-estrutura de transporte de combustível. A iniciativa visa maximizar o impacto da expansão da Companhia do Pipeline Moçambique-Zimbabwe (CPMZ), um projecto concebido para elevar a capacidade anual de transporte do oleoduto para cinco milhões de metros cúbicos.
Durante o Fórum do Corredor da Beira, realizado em Livingstone, na Zâmbia, as autoridades moçambicanas defenderam a necessidade de transformar os compromissos técnicos em investimentos concretos e mensuráveis para impulsionar a economia regional. Siga nos no WHATSAPP.
A concretização deste incremento na capacidade do oleoduto exige um funcionamento perfeitamente alinhado em toda a cadeia logística, desde a recepção dos combustíveis no Porto da Beira até ao armazenamento, bombagem e distribuição final nos mercados de destino. Para assegurar essa eficiência operacional, o projecto inclui a instalação de novas estações de bombagem nos distritos de Nhamatanda e Messica, localizados na província de Manica.
Com o avanço dos trabalhos de modernização, o sistema terá um acréscimo de dois milhões de metros cúbicos na sua capacidade anual de transporte, subindo dos actuais três milhões para cinco milhões de metros cúbicos. Este aumento representa o escoamento adicional de aproximadamente dois mil milhões de litros de combustível por ano.
Esta intervenção integra uma estratégia abrangente para desenvolver o desenvolvimento económico e a conectividade com os países vizinhos da África Austral. O Corredor da Beira consolida-se, assim, como uma das principais artérias comerciais de Moçambique para responder às necessidades energéticas e de transporte de países encravados da região, como o Zimbabwe e a Zâmbia.