O Instituto de Transporte Marítimo (ITRANSMAR) prevê distribuir 2.500 coletes salva-vidas em todo o território nacional durante o ano de 2026. A medida visa reforçar a segurança marítima e fluvial, diminuindo os índices de acidentes nas travessias diariamente utilizadas pela população.
Nesta fase inicial, a província da Zambézia beneficia da entrega de 250 coletes, de um total de 500 destinados àquela região. O anúncio foi formalizado pelo presidente do Conselho de Administração da instituição, Unaite Mustafa, na cidade de Quelimane, durante o ato de entrega dos meios de protecção aos operadores de transporte aquático.
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Segundo a liderança do órgão, a alocação expressiva para a Zambézia justifica-se pela vasta rede com mais de 72 travessias e pelo histórico de sinistralidade registado na região, onde o transporte fluvial desempenha um papel fulcral no acesso a mercados, escolas, centros de saúde e locais de trabalho.
Dados Oficiais de Sinistralidade
Os dados sobre a sinistralidade marítima relativos ao terceiro trimestre de 2026 demonstram uma redução comparativamente ao mesmo período de 2025. O número de naufrágios recuou de 30 para 25, enquanto os encalhes diminuíram de 33 para 17 casos. O número de vítimas mortais registou igualmente um decréscimo, caindo de 53 para 36 óbitos.
Contudo, o relatório aponta um crescimento no número de pessoas desaparecidas, que subiu de uma para 19 no período em análise. O total de sobreviventes situou-se em 180, perante 245 no período homólogo. Na província da Zambézia, o terceiro trimestre contabilizou seis naufrágios, um encalhe, 14 óbitos, 15 sobreviventes e seis desaparecidos.
A autoridade reguladora alertou que a atribuição de coletes deve ser acompanhada pelo reforço da fiscalização, pelo combate à sobrelotação e pela garantia de condições de navegabilidade das embarcações, exortando os operadores e utentes a adotarem uma conduta estrita de prevenção antes do embarque.